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MEUS ESCRITOS

Viamão, 7 de fevereiro de 2019.

 

Buenas!

 

Hoje me flagrei pensando na minha jornada profissional até aqui.
Me tornei um profissional da música, com registro na Ordem dos Músicos do Brasil, no ano de 1989, 30 anos atrás.
Faz tempo.

O guri de 14 anos de idade que desde os 9 anos já empunhava o violão pela praça da cidade, pela escola e igrejas da cidade de Osório, era parte de um conjunto, o Vozes do Vento, tocava bailes, começava a ganhar uns trocados, enfim, se tornava um músico profissional.

Quase não tenho registros dessa época, do primeiro programa de TV que participei, da primeira vez que gravei em um estúdio, da primeira entrevista no rádio, só os tenho na lembrança, às vezes um tanto romanceados e distorcidos, sim, porque nossas memórias geralmente são mais coloridas do que a realidade, mas é ali que eles vivem em mim.
Cada vez mais, tenho a clareza de que a felicidade está no movimento, na jornada, no caminho e, confesso, sou um caminhante feliz.
Este ano celebro 30 anos de estrada, de movimento, batizei o novo show de “30 anos de música, inspiração, delírios e afetos”, acho que essas palavras sintetizam minimamente o que colhi e acolhi, já editei um vídeo e postei aqui no site e nas minhas redes sociais com alguns fragmentos dessa trajetória, o que me fez perceber que já andei um bocado por esse mundão.
Aprendi mais do que esperava e menos do que deveria, sorri muitos sorrisos, chorei lágrimas poucas, conheci muita gente bacana, pouca gente ruim, tudo isso impresso em mim, na minha obra, música e escritos.
Espero que seja um ano de muito trabalho, de construções felizes, de novas histórias, de comemorações e sucesso, que o aprendizado diário siga sendo generoso e que eu possa me tornar uma pessoa melhor.

Ah, o vídeo está logo aí abaixo deste texto.

 

A ti, meu abraço.
Rodrigo Munari.

Viamão, 14 de janeiro de 2019.

 

Buenas.
Estava dando uma olhada no meu site, nesta seção aqui, "Meus Escritos" , www.rodrigomunari.com.br e resolvi escrever.
Nesta segunda-feira, início da tarde, faz calor na minha casa, é o calor do verão gaúcho.
Fiz um mate pela manhã e entre os goles da bebida e algumas mensagens no telefone, meu pensamento alçou vôo.
Não funciono muito bem sem anotar minhas tarefas, esqueço mais da metade delas, mesmo as mais importantes. Este é apenas um dos meus defeitos de fábrica, tenho uma série extensa deles.

Recapitulando, cevei o mate, tomei várias cuias, anotei as tarefas e já executei algumas delas.
Não fiz planejamentos para 2019 do tipo “preciso emagrecer 20 kg” (sim eu preciso, mas não há plano em andamento), “vou correr pelo menos três vezes por semana”, nada dessas coisas que em outros anos pensei em fazer e que não fiz direito, ou se fiz, já parei de fazer. Planejo sempre ganhar o prêmio principal da Mega-sena, mas confesso, não tenho obtido êxito.

Obtenho êxito nas minhas tarefas, na maioria delas, quando as anoto.
Hoje anotei. Para toda a semana.
Meu dia ficou produtivo, sabe aqueles dias que as coisas se encaixam, vão dando certo? Pois é, esse é um destes dias e, pergunto: Sorte?

Respondo: Não, organização.

Fica mais fácil para todo mundo quando a gente ajuda o universo a nos ajudar, só corre o risco de ganhar na Mega-sena que joga, ou seja, precisamos dar possibilidades para que as coisas que desejamos aconteçam.
Hoje é um dia bom, me organizando otimizo meu trabalho e estou facilitando o caminho para que os milagres aconteçam.

 

Um abraço e o meu desejo de que sigamos facilitando as coisas.
Rodrigo Munari.

 

Viamão, 21 de janeiro de 2019.

 

Salve!

 

Enquanto escrevo, meus olhos vez por outra fogem da tela do computador e miram a janela.

Janelas são propícias a tornarem-se metáforas. Quantas frases já foram escritas, quanto já foi dito, quanta coisa já virou clichê as tendo como protagonistas… “Os olhos são as janelas da alma”, “Quando fecha uma porta, Deus abre uma janela”, enfim, janelas são importantes, além das funções óbvias, estimulam o pensamento.

Janelas fechadas protegem das intempéries, abertas acolhem a luz, o vento, permitem uma interação com o ambiente externo.

Porque estou escrevendo isso?

Porque a imagem que se revela aos meus olhos é bonita, a tarde está findando e o sol timidamente vem se apresentando, as árvores dançam vagarosamente embaladas pelo canção do vento e eu, lembro que já usei janelas em canções.
Uma delas é essa:

“A água escorre, pelo vidro da janela

lembrando lágrimas que rolam sem querer

e esse barulho da chuva no telhado

quebra o silêncio desta casa sem você...”

Legal, né? Essa é inédita ainda, mas tem uma música em que cito uma janela especial da minha vida e que fez bastante sucesso, a janela da casa dos meus pais, eis a estrofe da música “Meu Retorno”:

“Da janela da cozinha

já enxergo a Santinha

onde a noite ao seu redor

balbuciava Ave-Maria

minhas orações fazia

para um mundo melhor...”

Janelas, objetos importantes, enfeitam, protegem e são necessárias para nossas construções, físicas e metafísicas.
 

 

A ti, meu afetuoso abraço.
Rodrigo Munari.

Viamão, 30 de dezembro de 2018.

 

Olá.
Te saúdo por estar lendo este texto, não é um texto de autoajuda, não contém receitas de sucesso financeiro, não contém fórmulas milagrosas para emagrecimento (até porque se eu conhecesse uma fórmula dessas eu obteria muito dinheiro e ficaria com uma micro pança, atualmente trago comigo uma macro e uma carteira com parcos trocados), enfim, é só um texto de um cara que há uns anos escreve algumas linhas quando o ano está terminando e fica feliz quando alguém lê.

O ano de 2018 tá findando e foi um ano atípico para mim e para muita gente que não gosta de extremismos, de gente que quer impor seu pensamento goela abaixo de quem dele discorda sem que haja um diálogo sequer, foi um ano de desequilíbrio social, não me senti inserido nas discussões eleitoreiras, vi amigos brigando, famílias se indispondo e isso não me parece razoável.
Em 2018 mais uma vez percebi que somos finitos e agimos como se não soubéssemos disso, a vida é um presente que recebemos, a morte vem no pacote, dói e ensina. Aprender talvez tenha sido o verbo que mais conjuguei em 2018. Aprendi todos os dias com a vida se revelando aos meus olhos e ao meu espírito, retornei à faculdade de Filosofia após 20 anos, eu havia iniciado o curso e não o pude concluir por conta do trabalho, de estar sempre na estrada, foi em 2018 que novamente tornou-se possível o meu regresso aos bancos escolares e, confesso, tem sido incrível fazer o curso de filosofia depois dos 40 anos de idade, aprendo mais, tenho professores maravilhosos e colegas que também me ensinam muito.

Consegui executar o projeto do livro “Diferenças” aprovado na lei Roaunet (uma lei bem importante no fomento a cultura que infelizmente está sendo bombardeada de forma equivocada por gente que nem sabe do que se trata) e daqui, mais uma vez agradeço a Brasilmad por ter sido patrocinadora e acreditar neste trabalho que beneficiou muita gente da comunidade escolar, é o verbo aprender sendo conjugado.
Vivi muitas coisas positivas, outras nem tanto, mas certamente valeu a caminhada e os seus sorrisos, Sr. 2018.
E 2019? É o ano em que completarei 30 anos de carreira e isso precisa e merece ser comemorado!
Bueno, finalizo agradecendo 2018 por todo o aprendizado e recebo 2019 sem maiores expectativas pessoais, desejando sim algo grandioso para todos, um mundo onde o ser humano tenha um olhar respeitoso e um coração acolhedor para o outro.

 

Um abraço e o meu desejo de que teu ano seja bom.
Rodrigo Munari.

 

Porto Alegre, 28 de dezembro de 2017.

 

Buenas!
Esta é a minha saudação a ti que está lendo esse texto e ao ano novo que vem chegando.

Escrever é uma autoterapia, por isso vou divagar um pouco sobre o que vivi em 2017 e as minhas esperanças e expectativas para 2018, já que final de ano me deixa assim meio sei lá (essa foi péssima). Vou tentar novamente. “Já que final de ano me deixa inclinado a fazer um balanço do que funcionou e do que eu poderia ter melhorado, ou do que fiz e do que poderia ter deixado de fazer”.

Acho que somos eternos descontentes, e isso em alguma medida é benéfico, o desconforto gera movimento, e não há nada mais próximo do sentido de felicidade do que estarmos em movimento.
Equilíbrio.

Acho que é o que me desejo neste ano novo.

Me parece um bom lugar.
Quero que hajam mudanças no mundo (já diz o ditado que a esperança é a última que morre), quero que as pessoas boas estejam irmanadas, unidas para que as distâncias sejam diminutas, para que os talentos sejam acolhidos, desejo que tenhamos a clareza de que as diferenças são complementares, que assim como um quebra-cabeças somos peças únicas que unidas formamos algo maior, melhor e mais bonito.

O ano de 2017 (que ainda não findou) tem sido terrível, sim isso mesmo, TERRÍVEL do ponto de vista da economia, da gestão pública do país, da falta de vergonha na cara, da incapacidade de diálogo entre os três poderes, e isso como um vírus, vai infectando todo mundo.
Vi muita intolerância ao longo do ano, corrupção em todas as instâncias, mas o contraponto a essas mazelas é ter tido a honra de lançar um livro infantojuvenil e um DiscoProjeto gravado no exterior, ter visitado lugares para falar de música, de literatura, de educação, de vida. Somos empreendedores natos, a necessidade nos faz assim, mas ando cansado.
2018, quando falei ali num parágrafo acima em equilíbrio, é que espero que tu tragas uma #MuyBuenaOnda de trabalho bem remunerado, de possibilidades de investimento na educação pública, de um real fortalecimento na indústria cultural do sul do mundo, e que possamos estar munidos de força, fé e esperança para os enfrentamentos diários contra tudo o que desagrega.
Está bem, equilíbrio, sabedoria e amor, estes são os ingredientes necessários para um ano bom.

Seja bem-vindo ano novo, que tenhamos uma relação bonita.

Montevidéu, 1º de agosto de 2017.

 

Buenas!

Eu gosto do Uruguai. Do país. Do povo.

Gosto da geografia do lugar, gosto do campo, do litoral, gosto da cultura, milongas e candombes me emocionam.

A primeira vez que vim à Montevidéu já faz muito tempo, eu era um jovem cantor, e foi amor à primeira vista.
Hoje aqui estou novamente, cantando, tocando, gravando e aprendendo com artistas da República Oriental do Uruguay!

Costumo dizer que somos a soma das nossas influências e percepções, e dividir meu olhar e minha obra com a Ana Prada, o Eduardo Larbanois, o Juan Prada e o Sérgio Tulbovitz tem sido uma baita experiência.
Amanhã retorno ao Brasil para a próxima etapa deste trabalho que foi batizado pelo Sérgio Tulbovitz de #MuyBuenaOnda!
Buena onda é uma gíria uruguaia para algo bom, bacana, alto astral, simpático, agradável, feliz, e todos esses sentimentos estão presentes no novo trabalho.
Serão cinco canções inéditas, eu estou ainda entorpecido pela muy buena onda que está inundando essas músicas, positivamente surpreso. O casamento das nossas musicalidades funcionou!
Agora é retornar à casa, me reunir com o Bertotto, o Banega e o Lewis, e continuar a lapidar essa pedra preciosa que é o #MuyBuenaOnda.
Muchas gracias pessoas envolvidas nessa história, valeu Vaney Bertotto, Diego Banega e Daniela Bitencourt por embarcarem nessa jornada comigo, uma belíssima etapa já foi concluída.

Porto Alegre, 22 de junho de 2017.

 

Buenas!
Ontem estive em Bom Jesus, na serra do Rio Grande do Sul, ao lado do meu amigo, compadre, irmão camarada Renato Cunha.
Chegamos a noite, fazia 6º C, temperatura propícia para uma sopa e uma fogo na lareira.
O dia seguinte seria de observação das pastagens e do rebanho.
Gosto deste contato com a natureza, estar no campo me faz bem.
A solidão, o frio, a introspecção que está presente em uma fazenda da serra sulina no inverno, me deixa positivamente ensimesmado, observo as poucas pessoas que cruzam meu caminho e aprendo.
Me sinto bem quando encilho o cavalo e saio pelo campo, minha alma deve carregar memórias de um tempo onde esse era meu modo de vida, coisas dos meus ancestrais, coisa de gente do sul do mundo...

Pois bem, cumprimos nosso serviço, demos risadas, filosofamos, e nestes embates filosóficos resolvemos metade dos problemas do mundo e definimos alguns posicionamentos, o mais útil deles:

“É importante ter amigos loucos o suficiente para comprar coisas que demandam um valor alto de investimento e dão trabalho para mantê-las, pois melhor do que ter uma fazenda e precisar gerir o negócio é ter um amigo que tem a fazenda, melhor do que ter um veleiro e ter que pagar a marina, a manutenção e o combustível, é ter um amigo que tem um veleiro, melhor do que ter uma mansão a beira mar e ter que pagar empregados, impostos, fazer a manutenção, é ter um amigo que possui uma”.
Moral da história, que tem amigos tem tudo! Hehehe...
Ah, esqueci de dizer, tu também precisas ser louco para inventar algo deste tipo, que dá mais trabalho do que prazer, para que teus amigos possam desfrutar somente da parte boa, afinal a vida é uma via de duas mãos.
Vou ver o que posso comprar para seguir desfrutando dos barcos, fazendas, casas na praia e um porção de coisas boas que meus amigos me proporcionam.

Ando pensando seriamente em adquirir uma barraca de camping!

Porto Alegre, 13 de junho de 2017.

Buenas!
Hoje é dia de Santo Antônio, ontem comemorou-se o dia dos namorados, é muito amor envolvido.

Gosto de ser a trilha sonora dos romances, quando componho geralmente vou escrevendo sobre as relações das gentes, desses anseios, expectativas, enfim, há uma infinidade de sensações e percepções para serem exploradas nos textos e melodias, porém o amor é um sentimento bem mais abrangente. Dito isso, quero relatar aqui uma das grandes alegrias que a música me proporcionou, pois além do dinheiro que a gente precisa receber pelo nosso trabalho, há uma remuneração emocional que nos faz seguir em frente quando encontramos adversidades, e graças à Deus, ao longo da minha jornada profissional eu já me flagrei pensando que é uma bênção poder viver determinadas situações.
Mariana é uma menina de 8 anos, nasceu no interior do Rio Grande do Sul, na sua chegada a este mundo teve algumas complicações e precisou permanecer no hospital por um tempo. É uma criança com deficiência intelectual, linda, esperta, e que me escolheu como dindo!!! A música foi a ponte para a nossa conexão ser tão preciosa, um dia ela me disse "Rodrigo Munari, eu te amo, tu quer ser meu dindo? Tu namora a minha dinda, pode ser meu dindo!".
Minha resposta foi "eu também te amo Mari, é claro que eu quero ser teu dindo".
Para minha alegria a vejo crescer em todos os aspectos, e sempre que posso, gosto de tocar e cantar com ela, pois ambos ficamos comovidos e felizes compartilhando nossas vozes e violões.
Ela me disse que eu fiz a música "Romance das duas flores" para ela, que ela é a Mariana da música, e do livro!!!
Eu confirmo, sempre.

Ontem recebi uma foto de um trabalho que ela fez na escola referente ao dia do livro, o livro dela era o "romance do dindo", com dois novos personagens, ela e eu.

Aqui, um dindo feliz.



p

Porto Alegre, 5 de junho de 2017.

 

Olá pessoa que lê!

Resolvi passar aqui para deixar registrada a minha percepção sobre o trabalho realizado na cidade de Vacaria | RS nos dias 2 e 3 de junho. Subimos aos campos de cima da serra para apontar algumas possibilidades e caminhos aos educadores da rede pública municipal neste processo de inserção da música em sala de aula.

Foi bonito, foi importante para mim.

Aqui vai uma confidência. O projeto "Musicar, a arte de educar com música" me tira da zona de conforto que o palco, os shows me propiciam, é uma experiência desafiadora.
Cheguei em casa cansado e realizado, cansado pela jornada de debates, ações, ensinamentos e aprendizados, cansado pela estrada, mas proporcionalmente feliz. Feliz por perceber que existem pessoas (educadores e gestores públicos) trabalhando forte, sério, sendo éticos com suas escolhas e propósitos, batalhando pelo crescimento comum.

Muchas gracias Vacaria, retorno agradecido por ter algumas das minhas utopias fortalecidas, por saber que através da educação a gente pode transformar para melhor a vida das pessoas.

 

Saludos,

RM
 

Porto Alegre, 25 de abril de 2017.

 

Buenas!
Hoje tá chovendo aqui na capital dos gaúchos, dou uma olhada pela janela e vejo uma chuva fina que não cessa nesta tarde de outono. Há uma certa melancolia nas tardes chuvosas aqui no sul do mundo, e eu, gosto de pensar que um dia gris é propenso a criação.

Gosto de ficar ensimesmado, viajando nas minhas lembranças, nas memórias, crio ilusões e invento coisas, às vezes essas “invencionices” se transformam em histórias, em canção.

Espero que esta tarde seja inspiradora, que nasça uma nova história, uma nova canção.

 

Saludos,

RM
 

Porto Alegre, outono de 2017.

Buenas!
Gosto do outono aqui no sul do mundo, Porto Alegre fica emoldurada por uma luz bem bonita, a temperatura é agradável, e um chimarrão no parque da Redenção no final da tarde tem muito mais sabor.
Desejo compor mais canções para o disco novo neste outono, espero que essa luz, que esse clima esteja impresso nas músicas, pois desta maneira posso eternizar de alguma forma um pedacinho desta estação que me inspira e emociona.

Sigamos caminhando,

RM

Viamão, 26 de dezembro de 2019.

 

Olá.
Ontem comemorou-se o Natal em muitos lares do mundo.
Fiz uma #PalavraMusicada – NATAL.

O vídeo está no meu perfil do Instagram e na Fanpage do Facebook, se tu quiseres conferir, ótimo.

O texto sem a melodia, segue abaixo:

 

Natal é nascimento

Natal é celebração

Que a justiça e a bondade

Andem juntas da razão

Nossa vida é um presente

Um milagre sem igual

Por isso pra toda a gente

Eu desejo um Feliz Natal

 

Na tradição cristã, Natal, natalidade, nascimento.
Independentemente da tua crença, acho simpático observar que um número importante de pessoas no planeta celebra o nascimento. Cada vez mais o movimento do mundo me encanta, nascemos e morremos todos os dias, vida e morte estão intimamente ligadas, não há possibilidade da existência de um sem o outro.
O ano de 2019 está findando, é uma espécie de morte.
O ano de 2020 está prestes a iniciar, é uma espécie de nascimento.

Tudo, movimento.
Ainda não fiz uma retrospectiva do período, dos caminhos por onde andei, mas agora, escrevendo esse texto, saltam na mente memórias importantes.
Fui patrono de duas Feiras do Livro, nas cidades de Torres e Rio Grande, aliás, em Rio Grande é a FURG (Universidade Federal do Rio Grande) que organiza a feira, fiquei bem feliz de ter uma Universidade achando minha obra importante.
Participei de feiras literárias, dialoguei e aprendi nas “Palestras Musicadas”, segui minha vida estudantil na PUC, lancei livro e músicas novas, e comemorei 30 anos de jornada profissional.
O show “As Histórias por Trás Das Canções” teve sua estreia em outubro.

Fiquei encantado e feliz.

O palco me faz bem, cantar, sonhar, sorrir, interpretar as melodias e palavras de cada música me fascina, me instiga, fico extasiado.
Pensando bem, ando numa fase boa.

Estou mais sereno, resiliente, mais compreensivo com a vida e com o outro, sigo trabalhando com o que me faz feliz, enfim, numa boa fase.
Por falar em ano novo, nascimentos, há um conceito amplamente difundido entre nós de que a esperança é a última que morre.

Eis um sentimento necessário, a esperança.

A #PalavraMusicada do próximo domingo, o último de 2019, será esperança.

Ainda não a compus, o farei até domingo (ou talvez no próprio domingo), pois é apropriado que o dito sentimento se fortaleça para que possamos nos fortalecer.
Será minha mensagem de ano novo; esperançar para respirar, esperançar e caminhar, esperançar sem estagnar.

Sou um cara que compreende a vida como um presente, e como eu valorizo meus presentes.
Desejo a ti que leu este texto, um ano baita, macro, gigante em aprendizados e evolução.

Que os percalços que possam existir não sejam intransponíveis, que em meio as adversidades tenhamos serenidade e sabedoria para acharmos a porta de saída e, por fim, que alguns sorrisos nos visitem ao longo dos dias.

Com afeto,
RM.

Viamão, 11 de março de 2019.

 

Buenas!

Sempre que estou em casa nos dias de semana, se não estou na estrada, o despertador me convida a abrir os olhos e levantar da cama às 5 horas e 40 minutos. Cedo, né?
Preciso estudar, aprender, me virar. Acredito naquela história de que Deus ajuda quem cedo madruga, mesmo sabendo que ela não é literal, que a interpretação correta seria algo como, Deus ajuda quem se ajuda, não fica dormindo nem comendo mosca quando é preciso suar a camiseta e materializar os projetos, enfim, hoje com 30 anos de carreira sigo acreditando nessa história.

Se tem dado certo?

Acho que sim, me sinto um cara com poder de realização, já gravei discos, escrevi livros, plantei árvores, fiz filho, palestras e afins, também acho que as nossas crenças, as diversas crenças que temos, podem nos levantar ou derrubar.
Essa do Deus ajuda quem cedo madruga atua na capacidade de encarar o trabalho, do fortalecimento perante as adversidades cotidianas e, isso é bom.

O que não é muito do meu agrado é acordar e levantar diariamente às 5 horas e 40 minutos…

Bah! Pelo horário vou ficar bem rico.
 

1 Abraço,

 

RM

Viamão, 2 de maio de 2019.

 

Buenas.

Ontem, dia 1º de maio, dia do trabalhador, estive pensando sobre algo que me aconteceu há 11 anos.
Na noite do dia 30 de abril de 2008, eu jogava futebol de salão, futsal para os entendidos, e em meio ao embate futebolístico, em uma jogada muito veloz (ok, muito veloz para mim que sempre fui um atleta no máximo esforçado, mas... pelo menos 25 Kg atrás eu corria bem mais do que hoje), caí.

Caí e bati com a cabeça no pilar de concreto que segurava parte do ginásio.
Caí e quebrei o coco, o meu coco, traumatismo craniano. Duplo. Crânio quebrado em dois lugares.

Eu poderia ficar aqui por horas nessa narrativa, talvez um dia eu até possa me aventurar por essa estrada de poucas lembranças, mas não é isso que está me interessando neste momento.
Como eu vinha escrevendo, estive pensando que a vida é um baita presente, que não temos a consciência, ou talvez a clareza da nossa finitude, ou melhor, de que a finitude física pode estar nos encontrando em algumas horas, pode estar ali dobrando a esquina, mas somos falíveis sim.
Chegamos neste mundo sabendo que um dia partiremos, mas ao longo da jornada, vamos vivendo como se não soubéssemos disso. Ontem, agradeci por seguir aqui, se eu tivesse morrido há 11 anos não teria escrito e lançado livros, não teria composto tantas canções, não teria conhecido tantas pessoas que conheci e não teria aprendido. Sou um homem um pouco melhor e mais encontrado após aquela fatídica partida de futebol, e agradeço todos os dias esse baita presente chamado vida.

Abraços agradecidos,
Rodrigo Munari.

Viamão, 30 de maio de 2019.

 

Buenas!
Na semana passada pude visitar e conhecer belíssimos trabalhos realizados na área da educação e cultura, em duas Feiras Literárias nos municípios de Igrejinha e Boqueirão do Leão, ambos no RS.
Em Igrejinha, uma menina muito eloquente me disse “quero ser escritora quando crescer”.
Li um texto dela e disse que ela já era escritora, que quem escreve e gosta de escrever é um escritor!
Ela ficou feliz, me enviou esse texto que replicarei abaixo.
Fiquei emocionado, acreditando cada vez mais na legião de pessoas sintonizadas com o bem, ele, o sentimento que norteia o melhor da gente, a busca mais elevada de todo ser humano.


Eis o texto da Agatha Monique Gewehr.

 

Um textinho para Rodrigo Munari
Agatha Monique Gewehr

Oi Rodrigo, sou aquela garota que você conheceu na feira do livro, aquela que você ajudou, aquela que se tornou ainda mais confiante depois de falar contigo.

Sabe, você é incrível, você com seu primeiro conto juvenil já ganhou milhares de fãs, e com certeza, eu depois dessa tarde me tornei um deles, Diferenças, um livro que mostra que independentemente se usa cadeira de rodas, se é negro, se é branco, ou até mesmo um cara envergonhado azul... todos somos iguais internamente. Uma pergunta que você fez na feira do livro, e que me deixou refletindo foi: e se todas as pessoas fossem iguais? Seria chato, você não conseguiria diferenciar os padrões de belezas de cada um, e é por isso que acho seu livro interessante. Bem, quando você falou: - Escreva um texto, tire fotos, e me mande pelas redes sociais, irei postar nas minha redes sociais divulgando e falando que você quer ser escritora... Eu senti uma imensa felicidade, uma felicidade diferente, uma felicidade deliciosa, uma felicidade, na qual nunca havia sentido, então pensei, pronto, sonho realizado não é mesmo? É sério, cheguei a me emocionar de felicidade, todas as pessoas tinham que sentir isso, é incrível, extraordinário, maravilhoso, e quando você me chamou em cima do palco, para falar um pouquinho sobre como era ser apaixonada pela leitura, me deu branco na hora, falei nada com nada, mas aqui vai minha resposta: Ano passado, eu tava diferente dos padrões de beleza para a maioria das pessoas (estava gordinha, meio descuidada) eu pensava que a coisa legal da vida seria ser popular, ser linda, ter corpo bonito, achei que ser popular era a primeira coisa na qual importava, a que derrubava todas as outras qualidades, mas vi que isso não era o meu destino, isso não se encaixa nem com meu futuro, e esse ano, digamos que... Eu abri os olhos, quer dizer, é óbvio, eu sou como qualquer um, quero ter muitos amigos, e sempre gosto de estar rodeada no meio deles, mas sabe, acho que a chave da vida é a inteligência, a chave do amor, do profissionalismo, a chave da amizade, então esse ano, eu sei que a inteligência é mais importante do que qualquer coisa, eu virei um ratinho de biblioteca, eu ando lendo, eu faço texto para a escola, e faço textos para aqueles que me pedem, e agora estou louca por textos, é que nem você falou, abre a nossa mente, nós nos inspiramos ali, nós nos vemos com outros olhos, de outros ângulos, nós nos descobrimos ainda mais, e é isso que estou sentindo escrevendo esse texto, a alegria enorme no coração, o prazer de escrever um texto para um escritor que é querido, e que sabe ser ótimo no que faz, eu não tenho palavras para descrever o que estou sentindo, é uma mistura de alegria, ansiedade e até mesmo nervosismo! Eu só tenho que lhe agradecer por reconhecer o meu esforço, e reconhecer os meus textos, obrigada pela oportunidade, e aquela hora da música que eu cantei: Amo gente, amo vocêeee, eu caí na gargalhada, fiquei ainda mais nervosa, mas você me ajudou, e me deu um livro incrível que sei que vou ler para o meu irmãozinho e vou ler umas 20 vezes, e sempre vou relembrar desse momento e falar para os meus futuros sobrinhos, afilhados, filhos, ou até mesmo netos, obrigada por tudo mesmo, minha tarde foi inesquecível! Saiba que sempre terá meu apoio e que sempre irei ler seus próximos livros. Tchauzinho, beijão, e novamente, obrigada pela oportunidade e reconhecimento!

 

Um outro tchauzinho e outro beijão Ágatha, pra ti que está nos lendo até aqui, também!

Viamão, 5 de outubro de 2019.

 

Buenas!
 

Na tarde chuvosa deste dia em que escrevo, um sentimento de dever cumprido me visita.
Estive na Feirinha do Livro de Rio Grande, organizada pela FURG – Universidade Federal do Rio Grande – que foi um baita acontecimento na cidade. Quase duas mil crianças que estudam nas escolas públicas do município passaram por lá. Fui o patrono da Feirinha, o que muito me honrou.
As questões abordadas no livro “Diferenças” dialogaram com a temática da feira, que contou com uma montagem teatral bem legal, “Macbeth e o Reino Sombrio”, com brinquedos, lanches, muitos livros e com a sala “Rodrigo Munari”, um local apropriado para que as nossas conversas fossem possíveis.
Aprendi muito.
Alunos de idades diversas, comunidades diversas, realidades diversas com um ponto comum; a curiosidade, ela, a força que nos movimenta rumo as descoberdas, ao aprendizado, ao conhecimento.

Foi lindo, me emocionei umas tantas vezes, saí de lá da FURG um homem um pouco mais fortalecido, esperançoso, ciente da importância e do êxito da educação, da literatura e da música neste processo de transformação e melhoria social.

De Rio Grande fui a Arroio Grande visitar a Secretaria de Cultura. Fiquei feliz de saber que já existem eventos autossuficientes geridos pela Secretaria, iniciaram precisando de um empurrão estatal e, agora, alçam vôo sem a ajuda do dinheiro público.
Deixo aqui registrado o meu respeito e minha admiração.

De Arroio Grande rumei para Jaguarão. Fui muito bem recebido nas Secretarias de Educação e de Cultura, talvez consigamos fazer algo por lá, na Feira do Livro e no Teatro Esperança, aliás, a esperança segue aqui comigo!

De Jaguarão, Treinta y Tres no Uruguai, amigos, cultura e mais aprendizados.

Do Uruguai para Porto Alegre, aula, prova, pouco tempo de sono e estrada novamente, Santo Cristo o destino.
Em Santo Cristo o trabalho foi na Escola Leopoldo Ost, a ELO.
Uma escola pública comprometida com a função mais importante na formação social, a educação, a construção humana.
Palestrei (que chique isso, palestrei) para os alunos dos 9º anos, e 1º, 2º e 3º anos do ensino médio.
Foi bem legal.
Essas pessoas me ensinam muito, sou um sortudo, chego com meu violão, canções e livros, trocamos impressões do mundo, pensamos, dialogamos e construímos conceitos, compartilhamos conhecimento.
Hoje estou novamente em casa, escrevendo este texto para postar no meu site, www.rodrigomunari.com.br, me preparando para ir tocar em um evento para o Padre Chico, afinando o roteiro do show que terá sua estreia no dia 19 de outubro e ocorrerá também no dia 20, no Teatro CHC Santa Casa em Porto Alegre, e me olhando na TV, rolou agora uma chamada para o programa Galpão Crioulo que vai ao ar amanhã.
Ah, fica aqui o convite para que tu possas ir me ver nos dias 19 e 20, estarei comemorando 30 anos de carreira, lançando show novo e livro novo, “As Histórias por Trás das Canções”, e lançando 3 músicas nas plataformas de streaming na segunda-feira dia 7 de outubro, dia do meu aniversário!!!
Meu presente?
Que tu possas te emocionar com as músicas, o livro e o show, compartilhando, passando adiante as músicas e essa ideia de que a gente consegue através da arte e da educação, fazer do mundo um lugar bem mais bonito.

Os ingressos estão à venda no site.
 

1 abraço pra ti.